Arte na Geografia


Ney J. C. Silva
neysilvaoficial@gmail.com
Keila R. Vale
Ana Regina Ferreira
2002

                                    








SUMÁRIO
                                               
1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
2 HISTÓRIA DA ARTE 
3 A GEOGRAFIA NO CONTEXTO HISTÓRICO
4 ARTES PLÁSTICAS NA GEOGRAFIA
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS


01 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Falando de Educação, Geografia e Arte.
             
            A educação precisa mudar. Este é um assunto que mesmo recorrente, continua atual. Talvez porque entre constatar a necessidade da mudança e mudar de fato haja uma distância considerável, a mesma que separa a teoria da prática.
          Transformar a escola por dentro não é fácil nem rápido, embora seja urgente. Porque trabalhar de um jeito novo, na educação, significa pensar de maneira diferente o ato de ensinar. Isso reflete na postura do professor frente ao aluno, aos colegas, ao que deseja transmitir e ao modo de fazê-lo.
          A escola deve ser transformada em um ambiente voltado à reflexão. Assim, o papel do educador passa a ser o de mediador e facilitador. Cabe a ele criar situações de aprendizagem que possam trazer conhecimentos, que por sua vez constituem-se em um meio de desenvolver competências. Conforme STOCCO (2000, p.79): “O conhecimento deve ser visto como uma rede de relações, na qual o educador ajuda os jovens a fazer as conexões necessárias”.
Dentro da concepção do ensino por competências, é necessário aprender formas variadas de desenvolver a relação ensino-aprendizagem na prática. Segundo FINI (2000, p.83):
“a escola deve ser usada para aprimorar valores e atitudes, além de capacitar o indivíduo na busca de informações, onde quer que elas estejam, para usá-las no seu cotidiano”.
          O ensino por competências propõe trabalhar de forma a dar-lhe significado. Ou seja, desenvolver habilidades cognitivas aliadas ao conhecimento teórico (conteúdo). Assim, é possível estimular a observação, a comparação, e a análise ensinando conteúdos (teoria), conforme é assegurado por PERRENOUD (2000, p.36):                                                           “O novo educador é um profissional em constante mudança, pronto para transformar em saber as ansiedades da classe. É o fim da decoreba e das fórmulas prontas. Prepare-se para exercitar a capacidade de adaptação”.                                              
              Com avanços mundiais conquistados na área da educação, e como a Geografia está inserida neste contexto, também precisou passar por mudanças, uma vez que durante séculos foi considerada de caráter enciclopédico e memorizador; priorizava-se a acumulação de conhecimentos sem a preocupação de ligar esses recursos a situações da vida, não preparando o aluno para usar o conhecimento geográfico no seu dia-a-dia.
              A leitura de mapas, escalas, estudo de relevo feito sem visualização, sem mostrar ao aluno a função desses conceitos na vida prática, permite que os alunos sejam aprovados em testes, acumulem conceitos, mas não consigam mobilizar o que aprenderam em situações reais (em casa, na cidade, no trabalho etc.).
              Esta proposta está inserida no ensino por competências, na medida em que tem como objetivo ensinar Geografia de forma a proporcionar ao aluno o desenvolvimento das capacidades de observação, comparação, análise e interpretação de dados entre outros; lidar com símbolos e signos que é a base da participação ativa na sociedade global; dominar as diversas linguagens utilizadas pelo homem, já que na sociedade atual todos têm de saber se comunicar, usando palavras, números e imagens.
              O importante é que a criança saiba lidar com a informação do que simplesmente retê-la. A informação precisa ter significado.
              Explicar no quadro de giz o que é escala é diferente de orientar os alunos para construírem uma maquete da sala de aula ou da escola com o auxílio de um mapa do local, fazer medições ou desenvolver atividades construtivas, permitindo que ele construa seu próprio conhecimento. Esta aula extrapola os conhecimentos geográficos e se estende a outros campos do conhecimento. Assim desenvolve-se a observação, a leitura, conceitos de localização e ainda ensina os conceitos de escala. Nesse caso, a aula expositiva estará inserida na resolução de um problema concreto e a teoria terá uma finalidade aplicável.
              O uso da maquete, do desenho, da pintura, gravura assim como a fotografia é uma necessidade e também uma nova opção da escola de modo geral. É uma exigência na medida em que as crianças vivem cercadas de imagens-televisão, cinema, videogame, outdoors. Existe um desinteresse quando não encontram continuidade disso no ambiente escolar, principalmente no ensino fundamental. Segundo POPP (1996, p.62):                     “Esse abismo que se cria entre o cotidiano e a sala de aula indica também que os educadores não estão assumindo um novo papel, que é o de iniciar os alunos na compreensão de imagens”.
              No estudo da Geografia, que é, por natureza, uma ciência de observação, o exercício de interpretação de imagens é essencial quando estimula a análise, facilita a percepção visual e a fixação de conceitos que podem parecer abstratos para o aluno.
              No mundo atual, onde a imagem é um dos principais meios de comunicação, é importante estudar as linguagens dos diferentes tipos de imagens (fotografias, pinturas, desenhos) analisando a intenção do autor com aquela obra. Assim, é preciso formar pessoas capazes de observar uma imagem com um olhar crítico e habilidade para interpretar o seu sentido em todos os aspectos, assim como é necessário desenvolver a capacidade de exercitar a prática pedagógica de forma a experienciar recursos didáticos a serviço de metodologias competentes.

2 HISTÓRIA DA ARTE

            Na Pré-História, surgiram os primeiros artistas da humanidade, viviam em pequenos grupos, eram nômades e alimentavam-se da caça, da pesca e da coleta de frutos. Esse período: de aproximadamente 5.000.000 a 25.000 anos  a.C., é chamado de Idade da Pedra Lascada ou Paleolítico que divide-se em Inferior e Superior. No Paleolítico Inferior, o homem exerce o controle do fogo e cria instrumentos muito rudimentares; No Paleolítico Superior o principal acontecimento é o desenvolvimento da pintura e escultura. As criações não param. Em seguida vem a Idade da Pedra Polida ou Neolítica (aproximadamente 10.000 a 5.000 anos a.C.) e a Idade dos Metais (aproximadamente 5.000 a 3.500 anos a.C.).
            As artes plásticas (pintura e escultura) surgiram bem antes da escrita (Idade dos Metais), com isso pode-se perceber o quanto a arte é importante, há quanto tempo faz parte da vida humana e como é necessário utilizá-la no Ensino Fundamental, Médio e Superior de Geografia.
Segundo CALABRIA e MARTINS (1997, p.15): Nas cavernas (habitat natural do homem primitivo) pesquisadores encontraram as primeiras pinturas realizadas. São pinturas de cavalos, veados, bisões, ursos, etc. São verdadeiros salões de arte, como exemplo  temos a “Gruta de Lascaux” e “Gruta de Pech-Merle” ambas na França.
            O motivo pelo qual os nossos antepassados desenhavam nas paredes das cavernas ainda é desconhecido, no entanto existem muitas teorias que tentam explicar. A mais aceita pelos pesquisadores é de que eles desenhavam pensando no animal a ser caçado, pois acreditavam que desenhando o animal ficaria muito mais fácil de dominá-lo.
            Nas pinturas, a tinta era produzida pelo próprio homem, geralmente utilizavam terras (rica em minérios), carvão, sangue e gorduras de animais, dentre outros recursos disponíveis para a época. Como pincéis utilizavam os dedos e também tocos de madeiras, de acordo com material encontrado por arqueólogos.
            O Brasil também está incluído nesse contexto, foram encontradas inúmeras pinturas rupestres (feitas em rochas), comprovando assim a existência do homem na América há milhares de anos. As principais pinturas estão no “Parque Nacional da Serra da Capivara – São Raimundo Nonato no Piauí” e “Lagartos – Campo Formoso na Bahia”. Para HOWELL (1970, p.18): “Na arte do período Paleolítico, o homem prima pela ausência. Raramente aparece nas pinturas das cavernas, e quando isso acontece é retratado como uma figura imperceptível ou disfarçado de animal, naturalmente porque as pinturas eram consideradas como elementos de magia, e expor-se nas paredes poderia ser perigoso para o homem que assim se representasse. No entanto, em relação às mulheres do Paleolítico há diversos exemplos flagrantes na escultura. As figuras femininas, sendo suficientemente pequenas para serem transportadas pelas tribos, parecem ter sido objetos de veneração, como sugerem suas curvas e contornos sensuais, talvez usados nos ritos de fertilidade.”
            A arte acompanha o homem desde o Paleolítico Superior, ocorrendo ao longo dos anos a introdução de novos elementos e novas tecnologias, alterando suas características. Nas primeiras civilizações da antiguidade, Mesopotâmia e Egito, a arte estava presente. Depois veio a arte greco-romana, a arte cristã e bizantina, passando pela Idade Média. A história da arte continua com o Renascimento, o Barroco e Rococó, Neoclassicismo, Romantismo e Realismo, Impressionismo, Pós-Impressionismo e Expressionismo... Chegando ao século XX, arte se faz presente cada vez mais com características bem específica da sociedade pós-moderna.

2.1 A arte no contexto sócio-cultural

            Uma educação voltada para a cidadania baseada na interdisciplinaridade deve levar em consideração as diversidades existentes na sociedade, sejam elas culturais, étnicas, religiosas...
            É necessário que escola e educadores assimilem a necessidade da superação do preconceito e da discriminação. Uma das funções das instituições de ensino é contribuir na construção da democracia no sentido de promover a igualdade, liberdade, respeito à diversidade de formas de expressão cultural.
            Desde o período primitivo, a arte é utilizada para representar pensamentos, bem como tinha uma função social (de expressar comportamentos, etc). As formas de expressão de cada povo permitiam que se pudesse conhecer seu modo de vida, costumes.
            As artes em geral (dança, música, pintura...) são manifestações históricas e culturais necessárias para que se conheça a história do seu país e possa vivenciar a sua realidade.
            As artes são meios de comunicação que possibilitam a escola trabalhar de forma divertida, proporcionando ao aluno conhecer identidades e singularidades de diferentes povos, bem como reconhecer nessas representações o contexto social, político, histórico e até mesmo econômico no qual estão inseridos, como afirma a citação a seguir:
“As cerimônias da vida social, quer públicas ou privadas, quer política ou religiosa, implicam um intenso exercício de inventividade formante; os edifícios e os locais destinados ao culto religioso, ou às funções civis, ou aos entendimentos privados, querem ser cuidados na arquitetura; os discursos em público e os entendimentos privados tendem a uma elegância formal e a uma busca de efeitos; o porte da pessoa e o vestuário desejam adequar-se à importância das reuniões; em suma, todo momento da vida social implica um exercício de formatividade, que se pode acentuar numa deliberada busca de efeitos artísticos e dar lugar a formas de arte verdadeiras e propriamente ditas.” (PAREYSON, 1984, p.112)
            Quanto ao estético, percebe-se que a diversidade de atividades do homem frente à realidade é tão multifacetária quanto são variados os fatores sociais e culturais, responsáveis pela formalização dos sentimentos estéticos e práticas artísticas. Fica evidenciada a abrangência dos fatores sociais e culturais na formalização do pensamento e ação educativa em arte.

3 A GEOGRAFIA NO CONTEXTO HISTÓRICO

Historiar o ensino da Geografia requer uma abordagem temporal, cujos objetivos visam analisar as mudanças e influências sofridas por esta ciência no decorrer dos séculos.
            A contribuição de pensadores de formação científica das mais diversas áreas proporcionou considerações de conhecimentos de interesse geográfico. Filósofos gregos e escritores pragmáticos romanos fizeram a descrição da ocupação do espaço e análise indireta da relação homem – meio.
            A revolução científica decorrente das descobertas de Isaac Newton (Lei da Gravitação), Copérnico (Sistema Solar Heliocêntrico), Klepper (Lei da Dinâmica Celeste) e Galileu Galilei (Movimento de Rotação da Terra) que resultaram em uma elaboração pioneira para o início da fundamentação dos objetos de estudo da Geografia.
            A contribuição fundamental para a sistematização da Geografia foi dada pelos mestres alemães Alexander Von Humboldt, Karl Ritter e Frederick Ratzel, que promoveram a autonomia do Pensamento Geográfico, segundo ANDRADE (1996: p.182):
“Os fundadores da Geografia, não a inventaram partindo do nada; Humboldt, como botânico, viajou pelo mundo, observando as formações vegetais mais diversificadas para chegar a conclusões sobre solos, climas, relevo, etc. Da mesma forma Karl Ritter, como filósofo e historiador, baseado no seu conhecimento histórico – filosófico passou a fazer ligações entre as formas de ocupação do espaço e Frederick Ratzel, como zoólogo e etnógrafo, introduziu no campo geográfico a impressão de que pouco podia o homem fazer diante das condições naturais, daí o determinismo geográfico.”
A Geografia Tradicional foi influenciada pelo Positivismo de Augusto Conte, onde o conhecimento era limitado ao estudo descritivo das paisagens naturais e humanizado, não havendo, portanto, um discurso científico. Essa postura fez com que a Geografia desse maior ênfase a conteúdos desvinculados do espaço vivido.
                        Vivenciou-se as correntes geográficas do Determinismo de Ratzel, do Possibilismo de La Blache e do Regionalismo de Hartshorne, porém nas décadas de 50 e 60, houve um movimento de renovação, pois a Geografia Tradicional, já não explicava as transformações ocorridas no mundo, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, fazendo com que os geógrafos insatisfeitos buscassem novas dinâmicas.
                        A partir dessa busca pela renovação da Geografia surgem dois grupos: A Geografia Pragmática e a Geografia Crítica.
                        A Geografia Pragmática criticava a falta de praticidade da Geografia Tradicional, concebendo-a como algo do passado. Era conhecida também como Teórico-Quantitativa, ou seja, abusava de métodos matemáticos e estatísticos. A Geografia Pragmática não foi bem aceita pelos geógrafos que não aceitavam a mudança para uma Geografia mais técnica. Segundo MORAES (1997, p.101):
“A Geografia pragmática é uma tentativa de contemporaneizar, em vista dessa nova função, este campo específico do conhecimento, sem romper com seu conteúdo de classe. Suas propostas visam apenas uma redefinição das formas de veicular os interesses do capital, daí sua crítica superficial à Geografia Tradicional. Uma mudança de forma, sem alteração de conteúdo social.”
                         A outra vertente, do movimento de renovação do pensamento geográfico foi denominado Geografia Crítica, que teve como protagonistas Jean Dresch, Yves Lacoste e Pierre George, no Brasil destacaram-se na corrente crítica os geógrafos, Milton Santos, Willian Vesentini, Antônio Carlos Moraes, dentre outros. A Geografia Crítica que advém da ruptura com relação a perspectiva tradicional tem buscado novos caminhos, linguagens e propostas que dêem ênfase a reflexão e a criação de conhecimento.

3.1 Pensamento geográfico

Os primeiros estudos geográficos publicados no Brasil foram influenciados por duas Escolas Geográficas: O Determinismo de Ratzel e o possibilismo de La Blache. Discursos do Estado e do Exército e a criação da disciplina de Geografia foram importantes etapas e a atuação do Professor Delgado de Carvalho, nascido e formado na França, foi determinante na aceitação da Geografia como saber escolar, conforme o que segue:
            “Os fundadores da geografia não a inventaram partindo do nada; Humboldt, como botânico, viajou pelo mundo, observando as formações vegetais mais diversificadas para chegar a conclusões de que estas formações estavam na dependência de condições naturais – de solos, de climas, de relevo etc. – e partir da botânica sistemática para a biogeografia.” (ANDRADE, 1996 p. 182)

3.1.1 Pensamento geográfico no Brasil

            A primeira experiência acadêmica na Geografia deu-se na fundação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo e do Departamento de Geografia em 1934. Nessa ocasião professores vindos da França com forte influência da Escola Francesa, marcaram o pensamento geográfico brasileiro com as concepções de Vidal de La Blache.
            A década de trinta marcaria o desenvolvimento do conhecimento geográfico, bem como a colocação da Geografia nos currículos de cursos superiores e a criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, que se tornou rapidamente o grande Centro de Estudos Geográficos no Brasil. Nas décadas de quarenta e cinqüenta as principais contribuições para desenvolvimento do conhecimento geográfico estão contidas em teses ligadas à Universidade de São Paulo e publicações na Revista Brasileira de Geografia.
            A partir dos anos sessenta sob influência das teorias marxistas surgiu uma tendência crítica à Geografia Tradicional e o objeto de estudo passou a ser as relações entre a sociedade, trabalho e natureza.
            Os anos setenta foram marcados pela produção de livros didáticos e a Geografia ganhou conteúdos políticos. A partir dos anos oitenta houve uma nova forma de interpretar categorias do espaço, mas a influência da Geografia Tradicional, descritiva e despolitizada dissociada aos conteúdos dos livros didáticos gerou contradições, pois o discurso do professor diferia da Geografia condicionada, era um discurso mais crítico.
            A influência do marxismo para a Geografia foi de suma importância, pois foi por meio dele que pode-se compreender e explicar o processo de ocupação e produção do espaço, as desigualdades sociais e as contradições entre o espaço produzido pelo trabalhador e aquele de que ele se apropria. De acordo com MORAES e COSTA apud SANTOS (1996, p.115): “...temos um século e meio de produção geográfica, onde as menções ao marxismo, mesmo que para refutá-lo, estão ausentes; a discussão, escamoteada. Arriscaríamos dizer que este alheamento é, em si mesmo, um dos elementos fundamentais da crise que atravessa o pensamento geográfico.”
            Nos anos atuais a Geografia ainda busca a excelência e o rompimento com a chamada Geografia Tradicional. O fato é que a Geografia nas últimas décadas vem acompanhando a evolução tecnológica e científica e tem sido fortemente influenciada pelas mudanças ocorridas na sociedade. A palavra chave da Geografia nessa última década tem que ser dinamização e não mutação.

4 ARTES PLÁSTICAS NA GEOGRAFIA

4.1 Desenho

            O desenho é um dos meios de expressão mais antigos que existe. Desde a Pré-História o ser humano demonstra seus anseios, alegrias, tristezas, fatos do seu cotidiano através de desenhos.

FIGURA 01: Desenho
Fonte: NOVA ESCOLA (2000)

            O homem pré-histórico já desenhava nas paredes das cavernas em que habitavam, o motivo é desconhecido. A teoria mais aceita é a de que esses desenhos eram feitos por caçadores. Tudo o que conseguissem desenhar poderiam dominar, ou seja, num sentido mágico, eles poderiam interferir na captura de um animal desenhando-o ferido mortalmente, podendo dessa forma dominá-lo com facilidade, conforme já citado anteriormente.
            O desenho, assim como toda arte, é fiel testemunha da história construída pelo homem. Os acontecimentos políticos, econômicos e sociais influenciam a sua criação. Além de retratar a História, a arte pode não estar diretamente ligada a realidade (arte abstrata).1
            Dos vários movimentos artísticos, o desenho sempre esteve presente, seja individual ou juntamente com a pintura, em cada época assumindo traços diferentes, técnicas e formas obedecendo ao estilo de cada artista.
            Na Pré-História, o desenho era caracterizado por traços simples, predominando figuras de animais. Na arte Mesopotâmica, principalmente egípcia, evidenciava-se traços do ser humano optando pela lei da frontalidade2; na arte cristã e bizantina prevaleceu o tema religioso muito utilizado até os nossos dias.
            Na Idade Média marcada pela descentralização do poder e pelo declínio das grandes cidades, devido a constantes invasões bárbaras, as populações migraram para o campo e a agricultura tornou-se a base política, social e econômica. A unidade do Império Romano desapareceu e seu território foi retalhado em feudos que se estenderam por todo o continente europeu. Todos esses fatores deram início ao feudalismo.
            Nesse período a evolução das artes e da cultura foi quase nula, pois no campo não havia condições nem público para um desenvolvimento artístico-cultural. Nessa época destacam-se as linhas horizontais, estando a religião (igrejas, mosteiros, figuras de animais fantasiosos e demônios, cenas do Antigo e Novo Testamento, como o “beijo de Judas” de Giotto.        Enfim: “O estilo românico, predominante na Idade Média, representava as imagens de um ponto de vista simbólico, abstrato, sem qualquer consideração para com as características reais das coisas e dos seres representados, tais como tamanho, volume, forma, proporções, cor movimento etc.” (SEVCENKO, 1990 p.87).
              O desenho da Arte Medieval (arte rústica, estática, sagrada, como a sociedade que a representava) tem uma concepção religiosa marcante.
            Na Arte Renascentista, a precisão do desenho, a técnica do sfumato (sobreado de claros e escuros) e a presença da perspectiva por proporcionaram à pintura renascentista maior realismo.
            Num movimento mais contemporâneo, o Pop Art aparece como o estilo artístico mais popular como seu próprio nome popular Art  derivado do inglês “denuncia”.
            Em meados da década de 50 houve um crescente incentivo ao consumo através dos meios de comunicação. A tecnologia industrial interferiu de forma intensa nos centros urbanos e alguns artistas americanos e britânicos procuraram criar uma arte que estivesse diretamente ligada a esse novo dia-a-dia.
            Os artistas da Pop Art não só se preocupavam em aproximar a arte ao cotidiano das pessoas, como também em alertá-las para a futilidade do consumismo e a manipulação exercida pelos meios de comunicação sobre a sociedade. Entre os artistas desse movimento destaca-se americano Andy Warhol.
            Embalagens, fotografias, propagandas são muito usados pelos artistas da Pop Art.

4.2 Escultura

            Segundo HADDAD, escultura é a técnica de representar as figuras ou formas em três dimensões: comprimento, altura e largura.

          FIGURA 02: Esculturas (maquetes)
Fonte: Silva, Ney (2000)

            Ainda na Pré-História, os homens já utilizavam pedras para produzir instrumentos para serem utilizados na caça e outras atividades do seu cotidiano. No Paleolítico inferior (idade da Pedra Lascada), as pedras eram trabalhadas de forma ainda bastante rudimentar.
            No Neolítico, as pedras sofriam um trabalho mais bem acabado, também pela presença do artesanato em cerâmica, madeira, etc. Esses instrumentos, através de suas características, podiam fornecer ao observador uma idéia do modo de vida desses povos pré-históricos. Como as esculturas femininas com seios e cintura fartos representando a importância da fertilidade.
            No segundo período, quando o homem deixa de ser nômade, descobre como plantar e domesticar os animais constrói menires (blocos de pedras fincandos no chão) e dólmenes (dois menires com uma pedra apoiada em cima como uma mesa gigante) que são considerados cemitérios ou no caso de Stonehenge, na Inglaterra, um monumento ao sol. Essas construções representam, por parte do homem pré-histórico, uma preocupação com as forças da natureza (sol, chuva) e com a morte.
            Nas artes Antiga, Mesopotâmica e Egípcia a escultura foi a forma de expressão artística mais representativa da história desses povos. As construções eram feitas em adobe (tijolo preparado com argila crua e secado ao sol). Dessa forma, além da fragilidade do adobe, cada vez que um império conquistava outro havia grande destruição.
            Na arte Egípcia, os escultores mostram faraós, rainhas, deuses, escribas e todo tipo de pessoa sempre com rigidez na posição do corpo e feição do rosto e os homens aparecendo sempre maiores que as mulheres.
            Na arte Mesopotâmica caracterizada pela escrita, já que os Sumérios criaram a escrita cuneiforme (os sinais tinham formato de cunhas), o cotidiano dos povos (sumérios, acádios, assírios e outros) foi representado em estelas (bloco de pedra usado em túmulos e outros monumentos no qual se faziam inscrições).
            A arte grega (arquitetura grega era ligada basicamente aos templos construídos com pedras sobre uma plataforma de dois ou três degraus com muitas colunas para garantir a sustentação do teto. O espaço interno era pequeno destinado às imagens de deuses e sacerdotes) buscava inspiração no homem e na vida. O homem era considerado o modelo, o padrão de beleza. Era retratado sem imperfeição, idealizado. Seus deuses eram uma glorificação do próprio homem e tinham emoções e características humanas. As esculturas eram feitas quase sempre em mármore e bronze, mas também de marfim e madeira.
            Os artistas romanos retratavam as pessoas com muita fidelidade (mostrando sempre os seus sentimentos) ao contrário dos gregos que retratavam com um ideal de beleza. A arte greco-romana foi de grande importância para a História da humanidade, servindo de modelo para outros estilos artísticos.
            Enquanto os romanos desenvolviam uma arte caracterizada por objetos de grandes dimensões, os cristãos começam a criar uma arte simples, executada por homens do povo e não por grandes artistas: a arte cristã primitiva.
            A arte cristã divide-se em dois períodos: o primeiro, quando o povo cristão era intolerado e perseguido pelos romanos; o segundo, quando o cristianismo (vertente católica) tornou-se a religião oficial do Império Romano, em 391 d.C.
            No primeiro período a arte cristã é pouco elaborada. Feitas por fiéis, constitui-se basicamente em pinturas feitas nas paredes e tetos das catacumbas (cemitérios subterrâneos que também serviam de esconderijo). No segundo período, a arte cristã ganha maior destaque. São construídos mausoléus e templos decorados com mosaicos e pinturas que continuam utilizando como temas as histórias do Antigo e Novo Testamento, realizados por artistas habilidosos, o que aumenta a qualidade artística das obras.
            Na Idade Média, as construções românicas (estilo que enfatizava temas religiosos, muito utilizado em igrejas e mosteiros) se caracterizam pela utilização de arco pleno, abóbadas de aresta e de berço, pela predominância de linhas horizontais. A escultura românica está inteiramente subordinada à arquitetura e à religião. Tanto a escultura como a pintura românica retratavam temas religiosos, já que nessa época haviam poucos letrados, a igreja recorria à arte para transmitir os ensinamentos religiosos.
            Enquanto a arte românica se desenvolvia, o mundo medieval começava a passar por mudanças. O comércio, que se restringia à troca de mercadorias entre os habitantes dos feudos, expandiu-se e passou a ser o fundamento da economia a partir do século XI.
            A arte românica predominou até o início do século XII, quando surgiram as primeiras mudanças que mais tarde resultariam numa revolução na arquitetura, segundo SEVCENKO (1990, p.87):       “(...) A arte mais típica da cultura medieval do Ocidente europeu foi o estilo românico. Denso, pesado, com suas catedrais em forma de fortalezas militares – o que de fato eram -, os artistas do românico representavam as imagens de um ponto de vista simbólico, abstrato, sem qualquer consideração para com as características reais das coisas e dos seus representados, tais como tamanho, volume, forma, proporções, cor, movimento etc.”
            De modo depreciativo, essa nova arquitetura foi chamada de gótica pelos estudiosos do Renascimento. Eles relacionaram esse novo estilo aos “godos” (povo bárbaro de origem germânica que invadiu o Império Romano e causou grandes destruições). Com o passar do tempo, o nome “gótico” ficou definitivamente relacionado à arquitetura de arcos ogivais. O tema principal continuou sendo o religioso.
            No final da Idade Média (séculos XIV e XV), houve fortalecimento do comércio, o Feudalismo entra em decadência e muitos comerciantes adquiriram verdadeiras fortunas. Eles encontraram nas letras e nas artes uma forma de prestígio, mas sempre com o intuito de ostentar poder.
            Muitos autores consideram o Renascimento a busca de um universal: “As viagens de navegação e as descobertas científicas colocam em cena o cartógrafo: homem capaz de transformar o maravilhoso mundo geográfico em números, em distâncias, capaz de pensar matematicamente...”
            “...As ciências, as letras e as artes desenvolveram-se graças ao enriquecimento e ao renascimento das cidades. E, por essa razão, a Itália reuniu condições de promover discussões científicas capazes de alterar profundamente a concepção de mundo da Europa medieval.”
            A suposição de que a terra era redonda e a necessidade de comprovação dessa hipótese através de uma viagem são um projeto tipicamente renascentista.” (JANICE THEODORO, 1991 p.105)
            No século XX, um dos períodos mais agitados da história, onde tudo acontecia e sendo divulgado pelos meios de comunicação, o artista moderno foi influenciado por todos os grandes acontecimentos e passa a se expressar movido por esse mundo conturbado em que vive.

4.3 Gravura

            Tecnicamente consiste em arte ou técnica que possibilita a reprodução de figuras, formas, linhas, caracteres, etc., fixados sobre uma superfície dura (chapa); em sentido amplo, o mesmo que estampa. Ainda pode ser qualquer ilustração impressa (Larousse).
            O homem pré-histórico praticou a gravura em pedra e sobre o marfim e o osso. O mesmo ocorreu praticamente com todos os povos da Antiguidade: egípcios, mesopotâmicos, gregos, romanos, etc. A utilização da gravura como método de reprodução de desenhos e a gravura considerada como arte gráfica, é, porém relativamente recente, já que foram os chineses, no século VI d. C., os iniciadores do processo, o qual fará sua aparição na Europa somente depois do século XII.
            A gravura desempenhou papel determinante na difusão de reproduções e obras originais.
            Existem técnicas variadas de gravura que se destacaram em épocas diferentes. A xilogravura (gravação em madeira) foi muito difundida no século XV, mais tarde transformada em arte da Renascença. No século XVII predominaram o retrato e a reprodução assim como a ilustração de obras literárias ou científicas.
            No século XIX, a litografia atraiu os artistas românticos (Géricault), mas foram sobre tudo Govarni e Daumier, com suas cenas de costumes e desenhos satíricos. Com o século XX, a gravura, como meio de reprodução, foi suplantada pela fotografia sendo que quase todos os artistas importantes apelaram para sua força de expressão, seu caráter direto e sua diversidade. Sejam eles: Picasso, Villon ou ainda os expressionistas alemães. Mas enquanto a gravura e a litografia constituíram uma parte notável de obra de vários pintores, a serigrafia era difundida como uma nova técnica capaz de transmitir a sensibilidade da abstração lírica. Ao mesmo tempo, a gravura recuperou junto ao público sua qualidade própria múltipla de grande difusão, que havia sido abandonada.
            A gravura japonesa conhecida no Japão desde o século VIII, a gravura em madeira veiculava essencialmente imagens religiosas. A partir do século XVII, ilustrava numerosas obras profanas e, enfim, a ukiyo-e, ou “pintura do mundo que passa”, passou a representar principalmente o mundo dos prazeres.
            No século XIX, a gravura com tema de paisagem foi renovada por Hokusai e Hiroshige, antes que prevalecesse a influência da estética ocidental.

4.4 Pintura

            Pintura é a arte de colocar cores sobre um suporte ou superfície que pode ser papel, tela, vaso, parede, etc. A pintura tem suas origens bem antes da escrita, geralmente as pinturas eram feitas com tintas produzidas a partir de elementos da natureza, como galhos, ossos queimados, gordura, sangue de animais e terras avermelhadas.
            Todos os trabalhos de pinturas realizados durante toda a história da humanidade, deram imensa contribuição na área das descobertas científicas, principalmente nas áreas de história e antropologia, direta ou indiretamente interligadas a Geografia. Algumas pinturas mais antigas do planeta, encontram-se na gruta de Lascaux (Europa, França) e na gruta de Pech-Merle também na França. No Brasil, pode-se encontrar pinturas no Parque Nacional da Serra da Capivara em São Raimundo Nonato (Piauí) e em Lagartos (Campo Formoso na Bahia).
            A Pintura é fiel testemunha da história construída pelo homem, pois ao pintar o artista retrata a sua realidade, influenciada por acontecimentos políticos, econômicos e sociais. Nem sempre os artistas pintavam necessariamente um fato real do meio em que habitavam, mas também através das pinturas, expressavam novas realidades, sentimentos e idéias.
            Nas antigas civilizações a pintura também desempenhou importante papel. A pintura egípcia apresentava características muito marcantes, em relação à tonalidade predominavam cores avermelhadas. Na civilização Greco-romana as pinturas se limitavam mais aos vasos e utensílios de qualquer espécie e a imagens de santos, tetos de capelas, etc. Era uma pintura mais sacra. A chamada pintura românica era desenvolvida em murais. As construções apresentavam paredes com poucas janelas. Usavam a técnica do afresco (pintura feita sobre uma parede com reboco ainda fresco) e tinha como principal característica a deformação, ou seja, retratavam sentimentos religiosos nas figuras de forma desproporcional. A pintura românica predominou até o século XII.
“Tanto a escultura como a pintura românica retratavam temas religiosos, pois numa época em que havia pouquíssimos letrados, a igreja já recorria à arte para transmitir os ensinamentos religiosos”. (CALABRIA, 1997 p.78)
Com as mudanças econômicas, religiosas e sociais ocorridas na Europa no século XVII, surgiu o Barroco, com objetivo de converter os católicos com exibições artísticas, diferentemente do romantismo quando as pinturas eram apresentadas de forma estática.
No Barroco elas passavam a ser apresentadas de forma teatral, isto é, pareciam estar em movimento. O Rococó por sua vez valorizava os objetos de decoração, uma inclinação para a natureza, onde obras com figuras humanas se fundiam com a vegetação, as cores do Rococó eram leves e vivas. O Neoclassicismo surgiu como reação ao Barroco e o Rococó, as pinturas estavam afinadas com a época em que viviam, eles exaltavam a severidade, o auto-sacrifício e o dever cívico. O Realismo se caracterizava pela necessidade que os artistas sentiam de retratar a vida, os problemas e costumes das classes médias e baixas. No Impressionismo, as cores eram vibrantes e luminosas, onde as cores da natureza se alteram constantemente de acordo com a intensidade da luz, os impressionistas centraram-se principalmente na paisagem e na natureza.
         No século XX não só a pintura, mas as artes de forma geral estavam refletindo o momento histórico bastante instável, quando ocorreram grandes descobertas, tragédias, conquistas importantes, sem falar das duas grandes guerras. Nesse período, a humanidade convive com variados estilos, em uma mesma época ou até em um mesmo lugar. São eles: Cubismo, Fovismo, Abstracionismo, Dadaísmo, Surrealismo, Op Art e o Pop Art.      

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Estudo da Geografia tem por responsabilidade explicar e ensinar as pessoas sobre o mundo no qual estão vivendo. Por sua vez só podem compreendê-lo e agir sobre ele a partir do momento em que sua visão deixa de ser abstrata para tornar-se real. Com base nessa perspectiva, é fundamental que a Geografia busque novas alternativas que possibilitem aos que a estudam, uma visão ampliada de mundo.
            Ensinar Geografia através das Artes Plásticas, até certo ponto rompe com o tradicionalismo que impera nas salas de aula, pois se propõe a trabalhar a interdisciplinaridade com uma disciplina no caso artes, que se difere das demais por estar associada à função recreativa.
            Este trabalho se propôs a mostrar essa viabilidade interdisciplinar, pois compreender certas noções geográficas exige de quem as estudam atenção e leitura, mas quando essas noções são trabalhadas e analisadas sob a perspectiva construtivista, requer somente de vontade e criatividade.
            Durante o período de pesquisa pode-se observar que os alunos de maneira geral apreciaram trabalhar e aprender Geografia, construindo, maquetes, álbuns, mapas, murais, pinturas e utilizando-as seguidamente como suporte na fixação dos conteúdos de geografia.
            Afirmar que as artes plásticas são um recurso permanentemente utilizado no Ensino da Geografia é no mínimo utópico, pois apesar de não ser um recurso novo em sala de aula, é pouco empregado, pois requer do professor uma busca de conhecimento em uma outra área, onde a aquisição de métodos e técnicas só tendem a contribuir para que o trabalho seja qualitativo.
            Analisando o ambiente onde essa proposta metodológica abrange, que é a sala de aula, compreende-se que seja necessário um comprometimento profissional por parte dos professores para que se possam obter bons resultados.

REFERÊNCIAS

ALMANAQUE ABRIL. São Paulo, Editora Abril, ano 23, 1997.
ANDRADE, Manoel Correia de; SANTOS, Milton (org.). Novos Rumos da Geografia Brasileira. 4ª ed. São Paulo: Hucitec, 1996.
AROUCHA, Gilberto M. Novos Paradigmas para o ensino da Geografia. In: Seminário Rediscutindo a Geografia. São Luís, UEMA, 2000.
ARTE NO BRASIL. São Paulo, Abril Cultural, 1979, v.1.
BRASIL - Parâmetros Curriculares Nacionais: História e Geografia /     Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.
BRASIL - Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.
BRASIL - Parâmetros Curriculares Nacionais: Terceiro e Quarto Ciclos: Apresentação dos Temas Transversais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998.
BRASIL - Referenciais para Formação do Professor / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília:  SEF, 1999.
CALABRIA, Carla Paula Brondi e MARTINS, Raquel Valle. Arte, História & Produção. São Paulo:  FTD, 1997. (2)
CAVALCANTI, Zélia. (org). Arte na Sala de Aula. Porto Alegre:  Artes Médicas, 1995. (1)
ENCICLOPÉDIA ILUSTRADA LAROUSSE: Aventura do Saber. Abril Jovem, São Paulo, 1995, vol I.
FUSARI, Maria F. de Rezende e, FERRAZ, Maria Heloísa C. de T. Arte na Educação Escolar. São Paulo:  Cortez, 1993. – (Coleção Magistério 2º Grau. Série Formação Geral)
GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas – A Teoria na Prática. Porto Alegre:  Artes Médicas, 1995.
KILPATRICK, William Heard. Educação para uma Civilização em Mudança. 11ª ed. São Paulo: Melhoramentos, 1973.
MORAES, Antonio Carlos Robert. GEOGRAFIA: Pequena História Crítica. 15ª ed. São Paulo:  Hucitec, 1997.
PIAGET, J.  A linguagem e o pensamento da criança. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
PROENÇA, Graça. História da Arte. 15ª ed. São Paulo: Ática, 2000.
REILY, Lúcia Helena. Atividades de Artes Plásticas na Escola. São Paulo:  Pioneira, 1986.
SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. São Paulo: Atual Editora, 1990.
THEODORO, Janice. Descobrimentos e Renascimento. São Paulo:  Editora Contexto, 1991.
HOWELL, F. Clark. O Homem Pré-histórico. Rio de Janeiro: José Olyímpio/Life, 1970.

Colaboradora:
Prof. Drª Íris Maria Ribeiro Porto


1 Arte abstrata – forma de expressão que tem como principal característica o desprezo às formas figurativas.

2 Lei de Frontalidade – característica própria da arte egípcia que retrata a figura humana com o olhar e o tronco de frente para o observador, mesmo que os pés e a cabeça da figura fiquem de perfil.